Por Equipe JK

Quase cinco anos depois de Daniel Craig pendurar o smoking em Sem Tempo Para Morrer, James Bond volta a aparecer, mas dessa vez não é no cinema. o jogo 007 First Light estreia em 27 de maio trazendo um agente secreto bem diferente daquele que conquistou fãs por décadas nas telonas.

Quem espera reencontrar o tom dos filmes de Sean Connery, Pierce Brosnan ou do próprio Craig vai estranhar logo nos primeiros minutos: o 007 daqui é mais novo, mais impulsivo e tem uma energia que lembra muito mais o Ethan Hunt da franquia Missão Impossível do que qualquer versão clássica do espião britânico.

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Um James Bond que parece um estreante

Lembra daquele Bond frio, calculista, quase indiferente à morte? Pode esquecer. O protagonista de 007 First Light está mais para um recruta talentoso que ainda toma decisões no impulso e que se apega rápido às pessoas ao redor, incluindo Moneypenny, vivida aqui .

O ator irlandês Patrick Gibson, conhecido , empresta a voz e o rosto ao personagem nessa fase de aprendizado. Esse Bond não atira antes da hora, literalmente.

O jogo usa um sistema chamado “License to Kill”, que impede o agente de sacar a arma sem ser ameaçado primeiro. Em vez de sair na bala, o jogador é levado a usar disfarce, observação, gadgets e, claro, muito charme. É um Bond que prefere desarmar uma situação a transformá-la num tiroteio.

Quando o jogo conversa com os filmes (e quando se distancia)

Dá para reconhecer um pouco da estética de Operação Skyfall em algumas cenas mais visuais? Dá. Várias sequências flertam com momentos clássicos: a cena do guindaste lembra direto Cassino Royale, e há ação em ambientes que evocam 007 Contra a Morte e 007 – Permissão Para Matar.

Até a edição de colecionador faz uma piscadela para 007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro, com direito a réplica da arma dourada do vilão Scaramanga. Só que tudo isso são fragmentos, nada além.

Lugares como Malta e o bairro londrino de Kensington, onde boa parte da ação acontece, nunca foram cenários centrais dos filmes. E os eventos que se desenrolam por lá também são todos novos. A ideia parece clara: homenagear sem copiar e criar algo próprio.

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O DNA do Hitman, mas sem virar Hitman

Quem jogou os títulos da série Hitman vai reconhecer alguns padrões aqui. Os cenários são abertos, recompensam quem observa, quem testa rotas alternativas, quem usa o ambiente a favor.

A grande diferença é que Bond não é o Agente 47. Enquanto 47 é um fantasma silencioso, Bond é um cara carismático que entra na sala, conquista geral e improvisa quando o plano dá errado. Tem furtividade, mas tem também ousadia, perseguições de carro e momentos cinematográficos pensados para impressionar.

A engine usada é a Glacier, a mesma de Hitman, mas a movimentação foi refeita. Bond corre mais, escala mais, se esconde de forma mais ágil. O ritmo geral lembra menos um quebra-cabeças de assassinato e mais uma aventura de espionagem com começo, meio e fim bem amarrados.

Onde, quando e como jogar

007 First Light chega oficialmente em 27 de maio de 2026 para PlayStation 5, Xbox Series X/S e PC (via Steam e Epic Games Store). Quem comprou a edição Deluxe ou fez a pré-venda joga 24 horas antes, a partir do dia 26. A versão para Nintendo Switch 2 foi adiada e deve sair em algum momento ainda neste ano.

A produção é da IO Interactive em parceria com a Amazon MGM Studios, sim, a mesma Amazon que hoje controla os direitos do agente nos cinemas, o que faz desse jogo um termômetro interessante para o futuro da franquia também nas telonas.

Se você esperava um filme jogável, talvez se decepcione um pouco. Se quer conhecer um Bond que ninguém ainda mostrou, prepare o controle: o serviço secreto entra em ação no fim do mês.

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