Por Equipe JK
O Mandaloriano e Grogu carrega uma enorme responsabilidade. Além de marcar o retorno de Star Wars aos cinemas após quase sete anos, o longa também precisava provar que uma série de streaming consegue funcionar como blockbuster de verdade. A boa notícia é que o filme consegue cumprir essa missão. A má notícia é que ele raramente tenta ir além disso.
Dirigido Homem de Ferro 1 e 2), o longa escolhe um caminho extremamente seguro. Em vez de tentar mudar os rumos da franquia ou apostar em grandes revelações, a produção prefere focar no básico: ação, humor, carisma e a relação entre Din Djarin e Grogu. E, honestamente, funciona.
O filme deixa claro logo nos primeiros minutos qual é sua proposta. Din Djarin, novamente interpretado , surge enfrentando inimigos ao lado de Grogu em uma sequência cheia de explosões, naves gigantes e batalhas dignas de IMAX. As cenas de ação são, sem dúvida, o ponto alto da produção.
Mando nunca pareceu tão perigoso. O personagem abandona parte do lado “pai adotivo cansado” da série para agir como um verdadeiro assassino mandaloriano. Enquanto isso, Grogu continua roubando cenas, agora usando ainda mais seus poderes da Força.
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Pai e filho continuam sendo o coração do filme
Mesmo com toda a pancadaria, O Mandaloriano e Grogu nunca esquece que seu maior trunfo é a relação entre os protagonistas. Os melhores momentos do longa continuam sendo os pequenos detalhes entre os dois.
Din se preocupa com Grogu durante as viagens, tenta controlar suas travessuras e continua tratando o pequeno como um filho de verdade. Felizmente, o humor funciona melhor aqui do que em muitas produções recentes de Star Wars, sem transformar as cenas emocionais em piada.
O retorno da Razor Crest também ajuda a reforçar o clima clássico da série, trazendo uma sensação confortável para os fãs.
Já a maior surpresa do filme acaba sendo Rotta, filho de Jabba. Dublado , o personagem inicialmente parece uma ideia absurda. Afinal, ver um Hutt musculoso agindo como gladiador demora um pouco para convencer.
Ainda assim, o roteiro consegue transformar Rotta em um personagem carismático, especialmente conforme ele se aproxima da jornada de Din e Grogu.
Outro destaque inesperado são os Anzellans, pequenas criaturas que roubam praticamente todas as cenas cômicas do longa. Em vários momentos, eles conseguem ser mais engraçados que o próprio Grogu.
O grande problema do filme está justamente em sua falta de ambição. Os trailers davam a entender que a história exploraria melhor a Nova República e as consequências da queda do Império. Porém, tudo isso fica em segundo plano.
Não há grandes participações surpresa, reviravoltas gigantes ou conexões realmente importantes para o futuro da franquia. Quem espera algo no nível de O Império Contra-Ataca ou até das grandes séries do Disney+ pode acabar decepcionado.
Mas talvez esse nunca tenha sido o objetivo. O filme não tenta ser um evento gigantesco de Star Wars. Ele quer apenas entregar uma aventura divertida com dois personagens que o público aprendeu a amar. Nesse ponto, acerta completamente.
O Mandaloriano e Grogu dificilmente entrará para a lista dos melhores filmes da saga, mas também está longe dos problemas que marcaram parte da era recente da franquia. É uma aventura leve, engraçada, emocionante e muito fácil de assistir.
Depois de tantos altos e baixos em Star Wars, talvez jogar no seguro fosse exatamente o que a Lucasfilm precisava agora.
O Mandaloriano e Grogu está em cartaz nos cinemas.
Nota: 4 de 5 estrelas
