Por Equipe JK
Com a terceira temporada de Euphoria sendo um sucesso, ficou claro que o HBO Max segue como o endereço certo para quem procura séries adultas, intensas e sem medo de se mostrar.
Não é por acaso: há décadas a marca HBO é sinônimo de produções que tratam sexo, desejo e poder como temas de drama sério, e não como concessão fácil para prender o público.
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Euphoria
Criada , Euphoria nunca teve qualquer pudor em mostrar adolescentes em zonas de risco (sexual, química e emocional). A série acompanha Rue (Zendaya, em atuação que sustenta praticamente todo o drama), Jules, Cassie, Maddy e o resto do grupo num turbilhão de festas, romances disfuncionais e descobertas de identidade.
O grande mérito é justamente a ambiguidade: as cenas mais quentes raramente são confortáveis, e essa fricção entre prazer e perigo é o que diferencia Euphoria de imitadores apressados.

A Vida Sexual das Universitárias
A Vida Sexual das Universitárias acompanha Kimberly, Bela, Leighton e Whitney, quatro calouras dividindo quarto na fictícia Essex College, em Vermont. A série da HBO Max usa o título como promessa cumprida: tem ficante, tem relacionamento sério, tem descoberta de orientação sexual, tem sexo casual filmado com naturalidade e bom humor.
O diferencial em relação a outras comédias universitárias está no roteiro. As cenas equilibram piadas sexuais sem grosseria com arcos emocionais que levam as personagens a sério, especialmente nas questões de classe social e identidade. É o tipo de série leve para maratonar em um final de semana, mas com episódios pontuais que entregam mais do que prometem.

Industry
Talvez o original mais subestimado da HBO Max, Industry mergulha no dia a dia de jovens recém-formados disputando vagas efetivas no Pierpoint & Co, banco de investimentos fictício de Londres. A série transforma planilhas e ordens de compra em adrenalina, e usa a vida sexual desses personagens como extensão direta da disputa por poder no escritório.
O ponto alto está em como o roteiro trata desejo e ambição como engrenagens da mesma máquina. Sexo aqui raramente é apenas sexo: é moeda, é manipulação, é fuga, é arma. Myha’la, como Harper Stern, e Marisa Abela, como Yasmin Kara-Hanani, ancoram um elenco que entrega atuações de altíssimo nível.
Se a linguagem do mercado financeiro pode confundir nos primeiros episódios, a tensão sexual e os jogos de poder seguram qualquer espectador.
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Merteuil: Jogos de Sedução
Baseada no clássico Ligações Perigosas, Merteuil: Jogos de Sedução conta a história de Isabelle, mulher determinada a acumular poder político e econômico em Paris para vingar-se do ex-marido. Para isso, ela arquiteta um plano de seduzir o Conde de Merteuil, custe o que custar.
Apesar do figurino e da ambientação de época, a série da HBO Max é absolutamente contemporânea no que tem de mais interessante: a leitura sobre como desejo, classe e poder se entrelaçam.
As cenas de intimidade são filmadas com requinte, sem apelação, e funcionam mais como capítulos da trama de manipulação do que como ornamentos. Para quem gostou de A Crônica Francesa ou de O Favorito, é uma escolha óbvia.

Hung
Mais antiga da lista (estreou em 2009 e teve três temporadas), Hung traz Thomas Jane como Ray Drecker, professor divorciado, pai de dois e completamente quebrado financeiramente.
Quando um incêndio destrói sua casa, Ray decide usar o único “ativo” que considera valioso (seu corpo) e se torna garoto de programa para senhoras endinheiradas do subúrbio de Detroit.
A graça de Hung está na forma como evita tratar prostituição masculina como tragédia moral. A série prefere o tom de comédia adulta, com cenas picantes equilibradas por um retrato bem-humorado da crise de meia-idade.
Não é uma obra-prima como outras da lista, mas é exatamente o tipo de série de catálogo que merece redescoberta, especialmente para quem já maratonou os títulos mais óbvios do HBO Max.
