Por Equipe JK
Enquanto o PIB global cresceu em média 3,2% nos últimos 10 anos, a economia do bem-estar cresceu 6% a 6,5% ao ano
Segundo o Global Wellness Economy Monitor 2025, do Global Wellness Institute, o mercado wellness já alcançou US$ 6,8 trilhões em 2024, mais que o dobro do tamanho observado em 2013. E não se trata de um nicho: é um setor que cresce consistentemente acima do PIB global, impulsionado por mudanças estruturais do comportamento humano e corporativo.
Os sinais são claros. Desde 2020, o bem-estar não apenas expandiu em escala, mas ganhou profundidade econômica. Em 2024, ultrapassou a marca de US$ 7 trilhões, com seus principais segmentos – atividade física (US$ 1,5 tri), nutrição (US$ 1,7 tri), turismo de bem-estar (US$ 500 bi) e saúde preventiva corporativa – gerando uma cadeia de valor que integra saúde, consumo, tecnologia e infraestrutura.
Enquanto o PIB global cresceu em média 3,2% nos últimos 10 anos, a economia do bem-estar cresceu 6% a 6,5% ao ano, praticamente o dobro. Esse diferencial estrutural revela um setor menos sensível a ciclos econômicos e mais alinhado a megatendências de longo prazo: envelhecimento populacional, aumento das doenças crônicas, reorganização do modelo de trabalho, aceleração tecnológica, urbanização e mudanças de estilo de vida.
Não é por acaso que o gasto per capita global em bem-estar cresceu 4,5% ao ano, mesmo em contextos de desaceleração. O bem-estar passou a ser visto como investimento, não apenas em saúde, mas em produtividade, longevidade e participação econômica. Nos EUA, o mercado wellness já representa 11 anos de crescimento consecutivo, com projeção de ultrapassar US$ 3,4 trilhões em 2025 apenas em consumo individual.

Mas o movimento mais relevante não está nos números e sim no seu significado econômico. Empresas que investem em bem-estar reduzem custos de saúde, ampliam engajamento, melhoram clima, retêm talentos e ganham eficiência operacional. Isso torna o setor um dos novos motores da economia da produtividade. A transição de “custo de benefício” para “infraestrutura estratégica” já está em andamento, especialmente em mercados maduros.
A próxima década já começou. Vivemos a ascensão de uma economia na qual prevenção, longevidade, saúde mental, produtividade e saúde financeira ganham centralidade. E, na medida em que esses elementos se consolidam, o bem-estar deixa de ser apenas um setor e se torna uma infraestrutura econômica transversal que impacta trabalho, vida, cidades, tecnologia e inovação.
* Vivian Muniz é vice-presidente de Produto, Marketing e Customer Service na Fully Ecosystem, onde busca criar soluções de bem-estar por meio da saúde física, mental e financeira
