Por Equipe JK

Criaturas Extraordinariamente Brilhantes poderia facilmente ser apenas mais um drama sentimental sobre perda e superação. Hollywood produz filmes assim o tempo todo. O diferencial aqui está na maneira como a história escolhe contar seus sentimentos: através de um polvo gigante extremamente inteligente que observa a vida humana de dentro de um aquário.

Baseado no livro de Shelby Van Pelt, o longa acompanha Tova Sullivan, personagem vivida , uma mulher solitária que trabalha limpando um aquário durante a noite enquanto tenta lidar com traumas do passado. Tudo muda quando Cameron, interpretado , chega à cidade carregando seus próprios problemas. Quem conecta os dois é Marcellus, um polvo narrado .

O filme dirigido . Por isso, a produção evita exageros melodramáticos na maior parte do tempo. Em vez disso, aposta em silêncios, pequenos gestos e relações desconfortáveis entre pessoas emocionalmente quebradas.

O grande destaque

Sally Field segura o filme com enorme facilidade. Sua Tova é rabugenta, fechada e cansada da vida, mas nunca perde humanidade. Já Lewis Pullman entrega um protagonista desajeitado e simpático, criando uma dinâmica natural com a veterana atriz.

Mas quem rouba a cena é Marcellus. O polvo criado em CGI poderia facilmente cair no ridículo, porém Alfred Molina transforma o personagem em algo surpreendentemente emocionante. O animal funciona tanto como narrador quanto como símbolo da solidão compartilhada pelos protagonistas.

Mesmo abordando temas pesados, Criaturas Extraordinariamente Brilhantes mantém um tom confortável e acolhedor. O roteiro equilibra tristeza e humor leve sem forçar demais as emoções. Em muitos momentos, parece aquele tipo raro de filme feito simplesmente para aquecer o público.

Ainda assim, a produção não escapa completamente de clichês do gênero. Algumas revelações são previsíveis e parte da história segue caminhos bastante seguros. Isso impede o longa de alcançar algo realmente extraordinário.

No fim, porém, o filme conquista justamente pela sinceridade. Entre personagens quebrados, diálogos simples e um polvo observando tudo em silêncio, Criaturas Extraordinariamente Brilhantes encontra uma maneira delicada de falar sobre dor, amizade e recomeços. É um drama pequeno, sensível e muito fácil de gostar.

Nota: 4 de 5 estrelas

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