Por Equipe JK

A 2ª temporada de Citadel tenta corrigir a recepção negativa do primeiro ano com mais ação e uma trama mais ampla. O resultado é um produto mais polido, mas que ainda não consegue se destacar no gênero.

A história retoma Mason, Nadia e Bernard diante de uma nova ameaça global. O roteiro amplia o universo com novos agentes e conflitos, mas segue um caminho previsível. Traumas do passado voltam a guiar os personagens, com Mason lidando com questões pessoais e Nadia marcada pela culpa de colocar Asha em perigo. Bernard, por sua vez, carrega a responsabilidade de um artefato capaz de destruir o mundo.

Apesar do esforço para dar mais peso emocional, a trama repete fórmulas conhecidas. Elementos como tecnologia no cérebro e conspirações globais já são comuns no gênero. Citadel tenta ganhar escala ao conectar histórias paralelas, mas isso não é suficiente para trazer novidade.

Elenco sustenta, mas roteiro limita

Priyanka Chopra Jonas segue como o principal destaque. Ela equilibra bem ação e drama, mesmo com um arco previsível. Richard Madden retorna como Mason, mas com atuação mais contida. Já Stanley Tucci se destaca pelo carisma e traz leveza em meio à tensão.

Outros nomes do elenco têm pouco espaço para se desenvolver, o que enfraquece o impacto da história. As motivações são claras, mas raramente surpreendem.

Na ação, Citadel entrega o que promete. As cenas são bem coreografadas, com tiroteios e sequências intensas que mantêm o ritmo. A produção continua grandiosa, com locações variadas e visual caprichado. No entanto, esses momentos são espaçados, e o intervalo entre eles expõe a fragilidade do roteiro.

A 2ª temporada de Citadel é mais organizada e visualmente forte, mas ainda não encontra um caminho próprio. Funciona como entretenimento rápido, mas não deixa marca.

As duas temporadas de Citadel estão disponíveis no Prime Video.

Nota: 3 de 5 estrelas

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