Por Equipe JK

Após o sucesso de As Cores do Mal: Vermelho, a Netflix retorna ao universo criado pela franquia polonesa com As Cores do Mal: Preto. O novo filme acompanha mais uma investigação do promotor Leopold Bilski e mantém a proposta de usar crimes chocantes como ponto de partida para explorar problemas mais profundos de uma comunidade marcada por segredos.

Desta vez, Bilski é enviado para uma pequena cidade após os acontecimentos do longa anterior. Quando um garoto desaparece, o promotor mergulha em um caso que rapidamente revela muito mais do que um simples sequestro. Como já aconteceu em Vermelho, o mistério serve como ferramenta para expor falhas sociais, corrupção e o silêncio de pessoas dispostas a proteger verdades incômodas.

Atmosfera acima de tudo

O maior acerto de As Cores do Mal: Preto está em sua atmosfera. O filme cria uma sensação constante de desconforto e desconfiança. A cidade isolada, as ruas vazias e os moradores que parecem esconder algo ajudam a construir um clima pesado do início ao fim.

A direção evita sustos fáceis e cenas exageradas. Em vez disso, aposta na tensão psicológica. Muitas vezes, o que assusta não é o que aparece na tela, mas o que o espectador imagina estar acontecendo por trás das portas fechadas daquela comunidade.

A fotografia também merece destaque. As paisagens frias e melancólicas reforçam o sentimento de isolamento e transformam a cidade em um personagem importante da trama.

As Cores do Mal: Preto: Filme da Netflix prova que cidades pequenas guardam os piores segredos

Protagonista cada vez mais interessante

Jakub Gierszał continua sendo o grande pilar da franquia. Seu Leopold Bilski é um personagem marcado pelas próprias cicatrizes, mas que segue determinado a encontrar a verdade, mesmo quando isso significa enfrentar pessoas poderosas.

O filme também acerta ao mostrar como cada novo caso afeta emocionalmente o promotor. Ele continua sendo um investigador competente, mas cada descoberta deixa marcas mais profundas, tornando o personagem mais humano e interessante.

Nem tudo surpreende

O principal problema de As Cores do Mal: Preto está na própria investigação. Embora seja envolvente e bem conduzida, a trama segue caminhos bastante familiares para quem acompanha suspenses policiais com frequência.

As revelações funcionam e mantêm o interesse, mas dificilmente surpreendem. Em vários momentos é possível prever para onde a história está caminhando antes que as respostas sejam apresentadas.

Ainda assim, a boa construção dos personagens e a atmosfera constante de tensão compensam a falta de originalidade em alguns aspectos da narrativa.

As Cores do Mal: Preto não reinventa o gênero, mas entrega exatamente o que promete. Com uma investigação sólida, clima sombrio e uma atuação forte de Jakub Gierszał, o filme confirma que a franquia continua sendo uma das apostas mais interessantes da Netflix para fãs de suspense criminal.

Nota: 4 de 5 estrelas

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