homofobia

Casal sofre homofobia após noivado em shopping. Imagens: reprodução do Instagram


A homofobia após noivado em shopping passou a fazer parte da rotina de um casal de Araraquara, no interior de São Paulo, após a divulgação de um pedido de casamento ocorrido em um centro comercial da cidade.

O comerciante Marcelo Henrique Christinelli, de 38 anos, pediu o companheiro Guilherme Furlan em casamento dentro do shopping onde os dois tiveram o primeiro encontro, há cerca de três anos. O noivado foi oficializado no último dia 18 e registrado por familiares.

A gravação foi publicada por Marcelo nas redes sociais e, posteriormente, repercutiu em portais de notícias locais e nacionais. Em poucos dias, o vídeo alcançou quase 2 milhões de visualizações em um perfil de alcance nacional.

Repercussão do vídeo gerou ataques homofóbicos

Segundo Marcelo, a repercussão do vídeo ganhou proporção maior do que o esperado. Além de mensagens de apoio, o casal passou a receber comentários com ofensas homofóbicas.

Entre os ataques, segundo ele, estavam mensagens associando o casal a doenças, utilizando termos pejorativos e misturando discurso político com preconceito. Marcelo relatou medo, sofrimento e constrangimento após a ampla circulação do vídeo.

“Estamos muito angustiados. A gente tem até medo de casar, depois de tantos ataques. Sempre fomos reservados. Essa decisão de pedir o Guilherme em casamento foi o primeiro ato em público que eu fiz, e deu essa repercussão. A gente não fez nada de mais e ninguém tem que aceitar, só cabe às outras pessoas respeitar”, afirmou.

 homofobia
Imagem: Reprodução Instagram

Boletim de ocorrência foi registrado homofobia

Após os ataques, Marcelo registrou um boletim de ocorrência de forma virtual no dia 19. Ele informou que também acionou um advogado para buscar responsabilização criminal dos autores das mensagens homofóbicas.

A ocorrência foi registrada pela delegacia “a título não criminal”. Segundo Marcelo, até o momento ele não foi procurado por nenhuma autoridade para orientações ou encaminhamentos.

“Eu não tive apoio de nenhum órgão. Absolutamente ninguém entrou em contato comigo para nos direcionar, pra saber o que teria de ser feito. Estou com um advogado, a gente fez o boletim de ocorrência e agora estou aguardando”, relatou.

Questionada sobre o caso, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo ainda não se manifestou.

Deputado anuncia representação ao Ministério Público

O caso também motivou manifestação política. Um deputado estadual informou que entrará com representação no Ministério Público paulista contra os autores dos ataques.

Em publicação nas redes sociais, ele prestou solidariedade ao casal Marcelo Christinelli e Guilherme Furlan e afirmou que buscará a identificação e punição dos responsáveis pelas ofensas.

Homofobia é crime no Brasil

Desde 2019, a homofobia é considerada crime no Brasil. Naquele ano, o Supremo Tribunal Federal decidiu pela criminalização da homofobia e da transfobia, determinando que essas condutas sejam punidas pela Lei de Racismo.

A legislação prevê pena de um a três anos de prisão, além de multa, podendo chegar a cinco anos quando há divulgação do ato em meios de comunicação, como as redes sociais.


Autor: Equipe 016News
Data: 20 de janeiro de 2026
Horário: 9h00
Categoria: Polícia

Veja Também !

Motorista de caminhão de lixo preso após atropelar e matar idosa em Franca

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Verified by MonsterInsights