Por Equipe 016
Valor da cesta com 35 produtos subiu de R$ 802,88 em fevereiro para R$ 820,54 em março, agora acima de R$ 800 pela segunda vez seguida, aporte de R$ 17,66
O preço da Abrasmercado – cesta do setor supermercadista composta por 35 produtos de largo consumo, dentre eles alimentos, bebidas, carnes, produtos de limpeza, itens de higiene e beleza – disparou 2,20% em março, ante alta de 0,47% em fevereiro, 1,73 ponto percentual acima, após deflação de 0,16% em janeiro.
Está 1,46 ponto percentual acima da inflação de 0,74% registrada em março do ano passado. Havia registrado alta de 0,21% em dezembro, quando foi quebrada uma sequência de seis quedas seguidas: -0,05% em novembro, -0,08% em outubro, -0,64% em setembro, -0,43% em junho, -0,78% em julho e -1,06% em agosto.
Antes das cinco quedas consecutivas, foram nove altas seguidas, de setembro de 2024 a maio de 2025. Agora, em março, voltou a ficar acima de R$ 800 pelo segundo mês seguido. Passou de R$ 802,88 em fevereiro para R$ 820,54, acréscimo de R$ 17,66. Em comparação com os R$ 812,54 do terceiro mês do ano passado, a alta chega a 0,98%, com aporte de R$ 8,00.
O valor absoluto de maio do ano passado (R$ 823,37) é o mais elevado da série histórica, que começou em agosto de 2001. Fechou o ano passado com inflação acumulada de 0,73%, contra 9,96% de 2024. São 9,23 pontos percentuais a menos.
O Sudeste apresentou elevação de 2,20%, com a cesta passando de R$ 822,76 para R$ 840,86, acréscimo de R$ 18,10, refletindo avanço relevante no valor médio da Abrasmercado no mês. A pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira, 23 de abril, pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). A maior variação mensal em 25 anos pertence a novembro de 2022, de 7,24%.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou março em alta de 0,88% e acumula aumento de 4,14% em doze meses e de 1,92% no primeiro trimestre O grupo Alimentação e bebidas acelerou de 0,26% em fevereiro para 1,56% em março. Acumula alta de 2,16% em doze meses e de 2,07% em 2026.
Variações – Entre os produtos básicos, a principal elevação veio do feijão (15,40%), seguido pelo leite longa vida (11,74%). No acumulado do trimestre, o feijão sobe 28,11%, enquanto o leite longa vida avança 6,80%. Também subiram a massa sêmola de espaguete (0,91%), a margarina cremosa (0,84%) e a farinha de mandioca (0,69%).
Em sentido oposto, as principais quedas entre os básicos foram observadas em açúcar refinado (-2,98%), café torrado e moído (-1,28%), óleo de soja (-0,70%), arroz (-0,30%) e farinha de trigo (-0,24%). No grupo das proteínas, os preços apresentaram comportamento misto.
Houve avanço nos ovos (6,65%), na carne bovina – corte do traseiro (3,01%) e no corte do dianteiro (1,12%). Já frango congelado (-1,33%) e pernil (-0,85%) registraram recuo no mês. No acumulado do trimestre, a carne bovina – corte do traseiro sobe 6,29%, refletindo a manutenção do viés de alta da proteína bovina.
Entre os alimentos in natura, o avanço foi expressivo, com destaque para tomate (20,31%), cebola (17,25%) e batata (12,17%). No acumulado do trimestre, as altas chegam a 45,43%, 14,06% e 14,04%, respectivamente, evidenciando impacto relevante da sazonalidade e da dinâmica de oferta.
Nos itens de higiene pessoal, os preços avançaram em sabonete (0,43%), xampu (0,34%), papel higiênico (0,30%) e creme dental (0,13%). Já na limpeza doméstica, houve elevação no detergente líquido para louças (0,90%), desinfetante (0,74%) e água sanitária (0,38%). A única queda do grupo foi registrada no sabão em pó (-0,29%).
Básicos – A cesta de alimentos básicos (que monitora doze produtos) registrou inflação de 2,26% em março, ante alta de 0,43% em fevereiro, aporte de 1,83 ponto percentual contra deflação de 1,48% em janeiro. O preço médio nacional saltou de R$ 336,80 para R$ 344,40, acréscimo de R$ 7,60, evidenciando ônus mais consistente nos itens de maior peso no orçamento das famílias.
Havia recuado 0,92% em dezembro, a sétima queda consecutiva, após deflação de 0,49% em novembro e outubro, de 0,36% em setembro, 1,05% em agosto, 0,44% em julho e 0,48% em junho. Antes, foram nove meses seguidos de alta – 0,73% em maio, 0,32% em abril, 0,99% em março, 0,70% em fevereiro, 0,10% em janeiro, 2,03% em dezembro de 2024, 2,97% em novembro, 3,31% em outubro e 1,32% em setembro.
Houve deflação de 1,40% no ano passado, abatimento de R$ 4,84 em relação aos R$ 345,23 de dezembro de 2024. Os R$ 355,13 de maio de 2025 são o valor mais elevado em doze meses. Em doze meses, em relação aos R$ 351,42 cobrados em março de 2025, a retração chega a 2,00%. São R$ 7,02 a menos.
No Sudeste, a alta foi de 2,73%, com valor médio de R$ 357,52, ante R$ 348,01 em fevereiro, R$ 9,51 a mais. O avanço foi influenciado por aumentos relevantes em itens como carne bovina – corte do dianteiro (+2,60%, ante média nacional de +1,12%) e leite longa vida (+11,01%).
As principais pressões de alta vieram do feijão (15,40%) e do leite longa vida (11,74%), seguidos por carne bovina – corte do dianteiro (1,12%), massa sêmola de espaguete (0,91%), margarina cremosa (0,84%) e farinha de mandioca (0,69%).
No sentido oposto, as quedas mais relevantes foram registradas em açúcar refinado (-2,98%), café torrado e moído (-1,28%), óleo de soja (-0,70%), arroz (-0,30%), queijo muçarela (-0,28%) e farinha de trigo (-0,24%)%), segundo a pesquisa da Abras.
