Por Equipe JK
Se você achava que Elbaf ia continuar naquele clima gostoso de festa e reencontro, o episódio 1166 de One Piece chegou pra avisar que a brincadeira acabou.
E o mais engraçado é que quem roubou a cena não foi o Luffy, nem os vilões recém-chegados, foi o Loki, acorrentado lá no fundo do Submundo, fazendo o que ninguém no juízo perfeito faria: peitar os Cavaleiros Sagrados na cara.
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Loki recusa o convite
Pra quem não acompanha o mangá, o episódio enfim revela por que Gunko e Shamrock invadiram a ilha dos gigantes: eles querem recrutar o Loki para os Cavaleiros de Deus, transformando o Príncipe Amaldiçoado numa arma a serviço do Governo Mundial. A resposta dele vem na lata: um “não” na cara dos nobres, sem rodeio nenhum.
Mas não é só a recusa que faz a cena funcionar, é o jeito. O Loki debocha, provoca, solta aquela gargalhada que parece ter saído direto do manual do Gear 5, e ainda invoca um lobo gigante pra devorar os dois invasores.
É o tipo de atitude que faz a gente torcer na hora por um cara que, lembremos, está preso por ter feito algo terrível. Esse é o pulo do gato do episódio: ele te faz gostar do Loki antes de te lembrar do que ele é.

A Toei caprichou
Aqui mora o que mais me impressionou. A adaptação não se contentou em copiar o mangá: a direção apostou em detalhes que só o anime consegue entregar.
Os olhos do Loki brilhando no momento do confronto são uma adição da animação que dá um peso enorme à cena, você sente que tem algo muito maior e muito mais perigoso por trás daquele sorriso provocador.
E aí entra o contraponto que não dá pra ignorar: Gunko mata o lobo gigante sem o menor esforço, deixando o próprio Loki chocado. Em poucos segundos, o episódio constrói o Loki como alguém durão e, no mesmo fôlego, mostra que os Cavaleiros Sagrados estão num outro patamar. É economia narrativa de quem sabe o que está fazendo.

Na Vila Oeste, o passado do Loki e o nome do Shanks
Enquanto o barraco rola lá embaixo, o episódio corta para o Luffy ouvindo de Jarul a verdade sobre o Príncipe Amaldiçoado: o Loki matou o próprio pai, o Rei Harald, e é por isso que vive acorrentado no Submundo. Jarul ainda solta a bomba de que Shanks foi peça-chave para conter o Loki quando ele saiu de controle nos mares, o que deixa o Luffy curiosíssimo pra falar diretamente com o prisioneiro.
Tem ainda um detalhe que vai dar confusão: o nome alternativo do Deus do Sol como “Deus da Destruição”. É difícil não ligar isso à profecia da Madame Shirley sobre o Luffy trazer destruição ao mundo. Não é confirmação de nada, mas é exatamente o tipo de migalha que o Oda adora deixar no caminho.

Os Chapéus de Palha seguram o clima leve
No meio de tanta tensão, o episódio acerta ao dar respiro com a tripulação. O Zoro seguindo o capitão em qualquer loucura, o Usopp contando vantagem das viagens, o Jinbe sendo enfim elogiado por ser um homem-peixe e a Nami voltando a farejar tesouro são aquelas ceninhas que lembram por que a gente ama esse bando.
Ah, e o Sanji sendo rebaixado a “escravo número 2”, atrás do Zeus, é o tipo de piada que só One Piece consegue emendar numa cena pesada sem soar fora de lugar.
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Veredito
O episódio 1166 não é enchimento. Ele faz o que um bom episódio de virada precisa fazer: apresenta o vilão do arco, dá camadas ao Loki, planta sementes de lore e ainda sobra espaço pra diversão.
Se a primeira metade de Elbaf vinha morna, esse foi o episódio que ligou o motor de verdade.
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O 1166º episódio do arco de Elbaf está disponível no Crunchyroll.