Por Equipe JK
Com atuações de destaque na região de Ribeirão Preto, executivas compartilham experiências em diferentes setores, como indústria, varejo e design
O Brasil está acima da média global quando o assunto é presença feminina em cargos de liderança. De acordo com o estudo Women in Business 2025: Impacting the Missed Generation, enquanto a média mundial é de 34%, nosso país registra 36,7% de mulheres em posições de comando. O desempenho brasileiro supera o de nações como os Estados Unidos, que acompanham a média global, Alemanha (com 30,1%) e Canadá (34,7%).
Na região de Ribeirão Preto, empresárias e executivas ajudam a transformar esses números em realidade ao ocupar posições estratégicas e imprimir novos estilos de gestão em setores tradicionalmente masculinos. Na indústria, no varejo e no design, elas compartilham experiências que refletem o avanço em representatividade e impacto direto na cultura organizacional e nos resultados dos negócios.
Liderança no setor industrial
À frente do Grupo Brasilux, um dos maiores do setor de tintas no país, Kelly Diniz construiu uma trajetória de 32 anos em áreas ligadas à gestão, relacionamento com clientes e contato direto com pintores. Advogada de formação e sócia-fundadora, a CEO do grupo consolidou sua carreira com base em estudo, dedicação e trabalho contínuo.
Atualmente, a empresa conta com mais de 700 colaboradores. Desse total, nos cargos administrativos as mulheres somam 61%, com destaque para a equipe de marketing 100% feminina, reflexo de uma cultura organizacional que valoriza a diversidade e a proximidade com as equipes.
“Me preparei para estar onde estou. Desde o início apostei em uma liderança humanizada com foco em pessoas, gosto dessa proximidade. A liderança feminina exige resiliência, mas também abre espaço para novas formas de gestão, mais humanas e colaborativas”, afirma.
Destaque no design e na curadoria
No setor de design e decoração, Maura Robusti enfatiza que a qualificação feminina tem avançado de forma consistente. Na direção do Mundo Robusti há 20 anos, a diretora expandiu um modelo de liderança que consolidou a marca, que tem mais de nove décadas de história e está entre os principais players do segmento.
Ali, a presença feminina se tornou uma característica ainda mais marcante. Hoje, 100% dos cargos de gestão são ocupados por mulheres, em uma estrutura que alia visão estratégica, curadoria autoral e foco na experiência do cliente. O ambiente interno também reflete a cultura de excelência da empresa, com investimento em projetos institucionais voltados ao desenvolvimento das equipes e à valorização das conquistas individuais, independentemente do gênero.
Segundo Maura, esse movimento reflete ainda no interesse de profissionais pelo setor. A maior parte dos currículos recebidos é de mulheres, indicando uma consolidação consistente no perfil de quem busca espaço no mercado de design e decoração.
“Hoje temos um time de gestoras que conduz a empresa com competência, visão estratégica e paixão pelo que faz. Valorizamos cada conquista e cada trajetória construída com esforço próprio. Ver tantas mulheres buscando espaço no setor e realizando sonhos mostra que estamos no caminho certo, abrindo portas e inspirando novas trajetórias”, destaca.
“Para mim, tão importante quanto a atuação é o equilíbrio entre a vida profissional e a familiar. Conseguir conciliar essas duas dimensões é o que me gera a maior satisfação e dá sentido a todas as outras realizações.”
– Maura Robusti
Mulheres no varejo supermercadista
No Grupo Savegnago, dos mais de 14 mil colaboradores, 52% são mulheres, que ocupam 40% dos cargos de liderança. A rede fundada em Sertãozinho (SP) reúne 64 lojas do Savegnago Supermercados e 10 unidades do Paulistão Atacadista.
Com mais de 25 anos de carreira, passando por diversas multinacionais, Jaciani Rizziolli, hoje, está à frente da Diretoria de Recursos Humanos do Grupo, sendo a 1ª mulher a assumir uma diretoria na história da empresa.
“Não se trata apenas de representatividade, mas de oportunidades concretas de crescimento. Mulheres competentes encontram espaço para evoluir e liderar. Ser a 1ª diretora é uma honra e uma responsabilidade. Não vejo como uma conquista individual, mas um marco institucional que reforça que competência e resultados abrem caminhos”, comenta.
Para a diretora, o avanço feminino na liderança corporativa não é uma tendência passageira, mas um movimento estrutural do mercado. “Empresas que valorizam a diversidade tomam decisões melhores, inovam mais e constroem resultados sustentáveis. Atualmente as organizações buscam competência técnica aliada a inteligência emocional, capacidade de decisão e alinhamento cultural”, conclui.



