Por Equipe 016
O 3º Encontro de Educação Ambiental, promovido pelo Jardim Botânico Professor Ivan Coelho Dantas, da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), chega ao último dia nesta quinta-feira (18), em Campina Grande. Com o tema “Caatinga: conservar, educar e florescer”, o evento reúne especialistas, pesquisadores, estudantes e comunidade em uma programação voltada à preservação ambiental, sustentabilidade e valorização do único bioma exclusivamente brasileiro.
Realizado dentro das comemorações pelos 60 anos da UEPB e do sétimo aniversário do Jardim Botânico, o encontro promove reflexões sobre os desafios ambientais contemporâneos e o papel da Caatinga na promoção da qualidade de vida, da conservação da biodiversidade e do desenvolvimento sustentável.
Ao longo da programação, os participantes acompanham palestras, oficinas, mesas-redondas, rodas de conversa, apresentação de trabalhos científicos e distribuição de mudas, em atividades realizadas no Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), no Câmpus I da universidade.
Nesta reta final do evento, a temática da sustentabilidade no Semiárido ganhou destaque em debates que abordaram temas como o reuso da água, a importância das abelhas nativas para a preservação da Caatinga e o potencial socioeconômico das frutíferas nativas do bioma.
A pesquisadora Mariana Medeiros Batista, do Instituto Nacional do Semiárido (INSA), destacou que o reaproveitamento da água representa uma alternativa importante para a convivência com as condições climáticas da região. Segundo ela, a prática contribui para ampliar a disponibilidade hídrica, fornecer nutrientes ao solo e gerar oportunidades de renda para agricultores.
Outro tema debatido foi o papel das abelhas nativas na manutenção da biodiversidade da Caatinga. Durante a programação, a professora Janaína Mendonça Soares ressaltou a relevância desses insetos para a polinização das espécies vegetais e para o fortalecimento de cadeias produtivas ligadas à produção de mel.
Também foram discutidos os potenciais, desafios e oportunidades relacionados às frutíferas da Caatinga. O pesquisador Renato Pereira Lima, do INSA, defendeu o fortalecimento de políticas públicas capazes de incentivar o aproveitamento sustentável dessas espécies, ampliando as possibilidades de desenvolvimento econômico na região.
Além dos debates, a programação inclui oficinas sobre sementes da Caatinga, paisagismo com espécies nativas, produção de mudas arbóreas, plantas medicinais, além de atividades voltadas ao estudo dos solos característicos do bioma.
Para o coordenador do Jardim Botânico, Arnaldo Bezerra de Menezes, o encontro reforça o papel da instituição na promoção da educação ambiental e da conservação da biodiversidade. Segundo ele, o equipamento consolidou-se ao longo dos últimos anos como referência na pesquisa e preservação da Caatinga.
Criado em 2019, o Jardim Botânico Professor Ivan Coelho Dantas desenvolve projetos voltados à conservação ambiental e integra redes nacionais e internacionais de jardins botânicos. Entre as iniciativas em andamento está o Projeto Cumaru, que busca preservar a Amburana cearensis, espécie nativa da Caatinga atualmente ameaçada de extinção.
Com o encerramento previsto para esta quinta-feira (18), o encontro reafirma a importância da educação ambiental como ferramenta para estimular a conservação dos recursos naturais e fortalecer o debate sobre o futuro sustentável do Semiárido brasileiro.