Por Equipe 016
Dan Reed, diretor do documentário “Leaving Neverland” (“Deixando Neverland”, título em português) sobre Michael Jackson diz que o cantor era “pior que Epstein”
Eduarda Menina (AE)
O longa-metragem “Michael”, cinebiografia musical sobre o Rei do Pop Michael Jackson(1858-2009), estreou nos cinemas de Ribeirão Preto – redes UCI (RibeirãoShopping), Cinemark (Novo Shopping) e Cinépolis (Shopping Santa Úrsula e ShoppingCenter Iguatemi) – nesta quinta-feira, 23 de abril, sob polêmica.
Dirigido por Antoine Fuqua, com roteiro de John Logan e estrelado por Jaafar Jackson, Colman Domingo e Nia Long, o filme retrata a vida e o legado de Michael Jackson (Jaafar Jackson), desde a descoberta de seu espetacular talento como líder do Jackson Five até o impacto cultural de sua visão artística ímpar.
Para além da música, este drama biográfico traça as ambições criativas de um homem que buscou ativamente se tornar um dos maiores artistas do mundo, destacando os passos dados por Jackson fora dos palcos. Performances icônicas de sua carreira solo, ainda, compõem esse retrato íntimo e nunca antes visto do artista.
A cinebiografia de Michael Jackson tem sido detonada por críticos no exterior. A produção atualmente registra uma porcentagem de apenas 38% das 150 avaliações profissionais consideradas pelo agregador online Rotten Tomatoes, nota suficiente para que ela seja classificada apenas como podre, pior classificação do site.
O diretor do documentário “Leaving Neverland” (“Deixando Neverland”, título em português) Dan Reed, voltou a provocar forte repercussão ao comentar o legado de Michael Jackson. Em entrevista ao The Hollywood Reporter, o cineasta afirmou que o cantor “era pior que Jeffrey Epstein (1953-2019” e criticou duramente a forma como sua história vem sendo retratada no cinema.
Responsável pelo documentário exibido em 2019, Reed também abordou a retirada do filme da HBO e questionou o sucesso de produções recentes sobre o artista. Para ele, há um movimento de apagamento das acusações de abuso sexual infantil que cercam Jackson há décadas. “Não é possível contar essa história ignorando isso”, diz.
Durante a entrevista, Reed criticou diretamente a nova cinebiografia do cantor, dirigida por Antoine Fuqua, por não abordar as acusações que marcaram sua trajetória. “Como é possível contar uma história autêntica sobre Michael Jackson sem jamais mencionar o fato de que ele foi seriamente acusado de abuso infantil?”, questiona.
Para o diretor, produções recentes priorizam o entretenimento e o lucro, deixando de lado aspectos fundamentais da vida do artista. Ele também ironizou declarações do diretor do longa, afirmando que “todos os envolvidos estão apenas ganhando dinheiro fácil”.
Declaração polêmica e acusações – O ponto mais controverso da entrevista veio quando Reed comparou Jackson ao financista Jeffrey Epstein. “Esse cara era pior que Jeffrey Epstein”, afirmou, ao comentar o comportamento do cantor e o impacto das acusações.
O diretor sustenta que sua conclusão foi baseada em anos de investigação. Segundo ele, ao iniciar o projeto, manteve uma postura cética, mas mudou de opinião após analisar relatos, documentos e registros judiciais.
“Comecei sendo cético e terminei convencido de que Wade e James tinham uma história real para contar”, disse, referindo-se a Wade Robson e James Safechuck, protagonistas do documentário.
Fora da HBO – Reed também explicou por que o documentário “Deixando Neverland”! saiu do catálogo da HBO após anos disponível. Segundo ele, a decisão foi resultado de um acordo judicial envolvendo o espólio de Michael Jackson. O diretor afirmou que herdeiros do cantor utilizaram um contrato antigo, assinado em 1992, que incluía uma cláusula de não difamação.
“Eles argumentaram que essa cláusula significava que a HBO não poderia dizer nada de negativo sobre Michael”, disse Reed, classificando a interpretação como “ridícula”. Após negociações, a plataforma optou por retirar o documentário.
Ainda assim, Reed afirmou que a obra poderá ser redistribuída futuramente, já que os direitos são limitados no tempo. Apesar da repercussão de “Deixando Neverland”, o diretor reconhece que o impacto sobre a imagem de Michael Jackson foi menor do que o esperado.
Alguns personagens – Jaafar Jackson, de 29 anos, é sobrinho do Rei do Pop e interpreta o tio na cinebiografia. Vencedor do Emmy e duas vezes indicado ao Oscar, Colman Domingo ficou responsável por viver Joe Jackson, pai de Michael e empresário que levou o Jackson 5 ao mundo.
Nia Long é rosto recorrente nas TVs e cinemas norte-americanos desde a década de 1980. Ela interpreta Katherine Jackson, matriarca da família Jackson. Conhecida por Fragmentado e Pânico: A Série, a britânica Jessica Sula foi escalada para viver La Toya Jackson.
Os jovens Juliano Valdi (Michael), Nathaniel Logan McIntyre (Jackie Jackson), Judah Edwards (Tito Jackson), Jayden Harville (Jermaine Jackson) e Jaylen Lyndon Hunter (Marlon Jackson) têm experiência bem curta em Hollywood, com muitos estreando na indústria com Michael, onde interpretam a formação original do Jackson 5.
