Por Equipe JK
Tem filmes que a gente coloca na fila e esquece e tem aqueles que aparecem numa tarde de segunda, na televisão aberta, e amamos. Amor Em Movimento, exibido hoje na Tela Quente da Globo, é do segundo tipo.

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Sobre o que é Amor Em Movimento
O filme acompanha Lucas e Rosa, dois adolescentes que se aproximam por conta de uma missão inusitada: salvar o grupo de siriri da avó de Lucas de uma eliminação precoce num campeonato regional. O problema é que Lucas esconde uma farsa, os amigos reinventaram a tradição para manter o grupo competitivo, e a avó não sabe de nada.
É comédia romântica, sim. Mas o roteiro tem a inteligência de não deixar o romance engolir o conflito central. A questão de fundo: o que significa preservar uma tradição quando você precisa mudá-la para que ela sobreviva, dá ao filme uma camada que vai além do “ficaram juntos no final”.

A dança que você provavelmente não conhece
Para quem não é de Mato Grosso, o siriri pode soar estranho. Não é funk, não é forró, não é sertanejo. É uma dança que carrega influências indígenas, africanas e portuguesas, tocada com viola de cocho e ganzá, típica das comunidades ribeirinhas da Baixada Cuiabana.
O Iphan reconheceu o siriri como Patrimônio Cultural Brasileiro. O grupo Flor Ribeirinha, que inspirou a ficção, é real: foi fundado em 1995 e já se apresentou em festivais internacionais de folclore, sendo bicampeão mundial do gênero.
O filme usa esse contexto com naturalidade. Você entende o que está em jogo sem precisar de uma aula de história.
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Por que você deveria assistir na Tela Quente?
Amor Em Movimento é o primeiro telefilme produzido em Mato Grosso a entrar na grade nacional da Globo. Isso é um fato histórico, mas não é o que torna o filme relevante para quem está em casa hoje à noite.
O que torna relevante é que a cidade não é cenário, Cuiabá é personagem: o sotaque está lá, os quintais das comunidades ribeirinhas estão lá. Parte das gravações aconteceu na Comunidade São Gonçalo Beira Rio, no espaço de Dona Domingas, um nome que o roteiro transforma em símbolo de memória afetiva.
