Por Equipe JK
A Polônia voltou à Netflix e trouxe o frio de volta junto. As Cores do Mal: Preto estreou na plataforma como sequência direta de As Cores do Mal: Vermelho, o thriller que surpreendeu muita gente em 2024 com um crime brutal, uma investigação sem concessões e uma cena final que ninguém esperava.
Se você ainda não viu o primeiro, o dia é hoje para maratonar os dois. Se já viu, então você sabe exatamente por que vale ligar a Netflix agora.
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Uma cidade pequena com grandes segredos
O promotor Leopold Bilski, vivido novamente por Jakub Gierszał, é transferido para uma sonolenta cidade na região da Kashubia, interior da Polônia. O que parece um rebaixamento se transforma em algo muito mais sombrio quando uma criança desaparece e, logo depois, outra.
O caso começa a revelar ligações inesperadas com um antigo desaparecimento que nunca foi resolvido. Mas não é só isso. Há lendas locais, sinais perturbadores e verdades que a cidade preferia manter enterradas.
Adrian Panek, que assina novamente a direção e o roteiro, troca o ambiente urbano e noturno do primeiro filme pela frieza de uma comunidade fechada que parece normal, e não é.

Elenco renovado e protagonista de volta
Gierszał continua sendo o eixo da história. Em As Cores do Mal: Vermelho, ele já entregava um Bilski ambicioso e intuitivo, mas ainda em construção como personagem. A expectativa é que Preto aprofunde isso, especialmente agora que ele está fora do ambiente onde se sentia em casa.
Entrando na história com destaque, Marianna Zydek interpreta Ania Górska, uma assessora de promotoria que lida com a sua primeira investigação séria: justamente o desaparecimento que puxa toda a trama.
Ao lado dela, Andrzej Chyra, Beata Ścibakówna e Robert Gonera completam um elenco que parece mais voltado para o drama psicológico do que para o espetáculo do crime.

Por que vale a pena?
Porque o cinema polonês de crime tem feito isso muito bem. Não é o tipo de coisa que vai explodir em plot twists a cada dez minutos. Mas quando acerta, acerta de um jeito que marca.
O primeiro filme já provou isso, com uma cena final que pegou muita gente de surpresa e um trabalho de direção que usava a paisagem costeira como extensão da atmosfera.
Preto promete repetir a fórmula em outro cenário. Lendas folclóricas kashubianas, tensão psicológica no lugar da ação, e uma moral que não vai te dar respostas fáceis.
Para quem curte thrillers escandinavos, séries como Dark ou o estilo mais frio de produção europeia, é exatamente o tipo de conteúdo que você vai querer assistir.
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Precisa ver o primeiro antes?
Tecnicamente não. Os filmes apresentam casos diferentes, e o segundo foi pensado para ter certa autonomia. Mas assistir ao primeiro ajuda a entender quem é Bilski, o que ele carrega e por que certas decisões dele fazem sentido.
São 112 minutos de Vermelho que valem bem o investimento antes de entrar em Preto.
As Cores do Mal: Preto estreia está disponível na Netflix.