Por Equipe JK

Em apenas duas temporadas, Kingdom construiu um apocalipse mais grandioso, brutal e impossível de sobreviver do que a franquia mais famosa do género, The Walking Dead, entregou em 11 anos no ar.

Criada , Kingdom tem apenas duas temporadas e doze episódios. Mesmo assim, constrói um apocalipse mais imersivo, mais cinematográfico e mais aterrador. Com 98% de aprovação no Rotten Tomatoes, a série prova que escala não é uma questão de quantidade, e sim de visão.

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Kingdom torna o apocalipse zumbi infinitamente mais perigoso

Uma das grandes vantagens dos sobreviventes em histórias de zumbis é o acesso à tecnologia. Em The Walking Dead, mesmo com escassez de suprimentos, os personagens ainda contam com armas de fogo, munição, rádios, veículos e restos da infraestrutura militar.

Comunidades trocam informações, coordenam ataques e organizam resistência a quilômetros de distância. É um apocalipse, sim, mas é um apocalipse com rede de apoio. Kingdom arranca todas essas garantias.

A história se passa na Coreia do período Joseon, no século XVII, e os sobreviventes estão presos em um mundo praticamente sem ferramentas para combater um surto que se espalha em velocidade absurda. As armas de longo alcance são, em sua grande maioria, arcos e flechas, e o restante do enfrentamento se resolve em combate corpo a corpo contra infectados que correm com agilidade aterrorizante.

A fotografia de Kingdom supera The Walking Dead em qualquer cena

Mesmo nos melhores momentos, The Walking Dead sempre dividiu opiniões quanto ao visual. A série carrega uma paleta apagada, iluminação chapada e uma textura granulada que muitas vezes deixa o mundo mais sem vida do que os próprios walkers. A inconsistência do CGI também virou marca registrada ao longo dos anos.

Kingdom aposta no sentido oposto. Desde os primeiros episódios, a produção da Netflix mergulha em uma estética cinematográfica que faz cada locação parecer enorme. Palácios iluminados por velas, montanhas cobertas de neve que se estendem até o horizonte, vilarejos vivos antes da chegada do horror.

A comparação fica ainda mais cruel quando se percebe que Kingdom alcança essa monumentalidade com uma fração do tempo de tela. Cada plano reforça que o espectador está testemunhando o colapso de uma civilização inteira, e não apenas o drama de um grupo isolado.

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Por que vale assistir Kingdom na Netflix

Para o público brasileiro acostumado com o ritmo dos k-dramas, Kingdom funciona como uma porta de entrada perfeita para quem ainda resiste ao gênero coreano. A série combina horror, política palaciana, intriga histórica e crítica social, especialmente quanto à desigualdade entre a corte e o povo, que vira combustível literal para a epidemia.

O elenco encabeçado , Bae Doona (a médica Seo-bi) e Ryu Seung-ryong (o ministro Cho Hak-ju) entrega atuações que sustentam o peso da sérei.

Vale lembrar que, além das duas temporadas, a Netflix também disponibilizou o especial Kingdom: Ashin do Norte, que funciona como uma história de origem e expande o universo da série.

Kingdom está disponível na Netflix.

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