Por Equipe JK
Como a medicina moderna enxerga esse problema complexo e antigo a partir de um novo ponto de vista
. Lucas Almeida*
Durante décadas, a obesidade foi tratada de forma simplista, muitas vezes reduzida à ideia de “falta de força de vontade”, tendência familiar (genética) ou individual (“fulano é gordinho desde criança!”). Hoje, a medicina baseada em evidências avança para um entendimento muito mais profundo, humano e eficaz: a obesidade é uma doença crônica inflamatória, multifatorial e progressiva, que exige acolhimento, abordagem médico nutricional e psicológica especializada, com acompanhamento contínuo e estratégias individualizadas.
Antigamente, até existiam medicações que auxiliavam na perda de peso, porém mais geravam colaterais que perda considerável de peso. No entanto, a farmacologia avançou muito neste sentido, com o surgimento da Victoza/Saxenda, do Ozempic e agora, do Mounjaro.
Além disso, com a compreensão da complexidade da obesidade e sua abordagem de forma integral, com tratamento medicamentoso multifatorial, mudança de estilo de vida, reposição hormonal, manejo do estresse, modulação do cortisol e de outros hormônios quando necessário, tratamento da disbiose intestinal e garantia do sono noturno restaurador, tem-se viabilizado a sua cura. Hoje, tratamentos medicamentosos auxiliam nos resultados de emagrecimento equivalentemente aos da cirurgia bariátrica.
No Brasil, mais de 60% da população adulta apresenta excesso de peso, sendo que cerca de 22% a 34% da população adulta têm obesidade. Esta por si só já é uma doença, mas que pode desencadear outras doenças degenerativas como cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão, dislipidemias, infertilidade, dores articulares, distúrbios hormonais e alterações emocionais importantes.
Perder peso não se trata de uma questão estética, mas da necessidade de tratar uma doença. É um investimento direto em saúde, pois pode prevenir o desenvolvimento de outras doenças, melhorar a longevidade e a qualidade de vida.
Entendendo a obesidade como doença metabólica
A obesidade envolve desregulações hormonais, metabólicas, inflamatórias e comportamentais. Fatores como genética, histórico familiar, estresse crônico, privação de sono, alimentação displicente, rica em ultraprocessados, sedentarismo, alcoolismo e alterações emocionais desempenham papéis determinantes no ganho e na manutenção do peso.
A medicina funcional integrativa surge justamente para tratar a causa, não apenas o sintoma, respeitando a individualidade biológica de cada paciente, abordando todos os múltiplos aspectos envolvidos na obesidade e necessários para o tratamento da mesma.
O papel revolucionário das novas terapias farmacológicas
Nos últimos anos, a ciência trouxe avanços significativos no tratamento da obesidade, especialmente com o surgimento de medicamentos que atuam diretamente nos mecanismos de fome, saciedade, metabolismo energético e controle glicêmico.
Entre eles, destaca-se a tirzepatida, molécula presente no medicamento conhecido comercialmente como Mounjaro. Trata-se de uma medicação composta por dois peptídeos, sendo um duplo agonista injetável de uso semanal, que atua em dois receptores hormonais envolvidos no controle do apetite, da glicemia e do metabolismo energético.
Os benefícios observados vão muito além da perda de peso:
- Redução significativa da fome e dos episódios de compulsão alimentar;
- Melhora do controle glicêmico e da sensibilidade à insulina;
- Redução de inflamação sistêmica;
- Impacto positivo sobre fatores de risco cardiovasculares;
- Efeito mais potente na perda de peso.
Quando corretamente indicada, monitorada e associada a um plano terapêutico estruturado, a terapia farmacológica não substitui o esforço do paciente, mas o viabiliza. Ela cria as condições metabólicas necessárias para que a mudança de estilo de vida desenvolva resultados efetivos e sejam sustentáveis.
A importância do acompanhamento médico contínuo
O uso de terapias injetáveis que podem ser associadas, além da tirzepatida, para emagrecimento exige avaliação criteriosa, prescrição responsável e acompanhamento médico regular. Cada paciente responde de forma única ao tratamento, e ajustes de dose, monitoramento de efeitos colaterais, avaliação de exames laboratoriais e análise da evolução corporal são etapas fundamentais.
A obesidade não se resolve em poucas semanas. Ela exige estratégia, constância e supervisão especializada.
Clínica Plasticità
A clínica oferece acolhimento necessário à adesão do paciente, com acompanhamento médico nutricional e psicológico, e condutas coerentes com as evidências científicas atualizadas. Com base na conscientização de sua condição, na orientação do tratamento necessário e na evolução do emagrecimento, conseguimos engajar o paciente, tornando-o corresponsável pela sua evolução, até alcançar uma composição corporal favorável à manutenção do resultado e muito satisfatória.
O resultado alcançado não se trata simplesmente de mudança estética, visual, mas principalmente de uma transformação no estilo de vida, adoção e novos hábitos saudáveis e melhora de seus parâmetros bioquímicos, muitas vezes, aliviando condições como hipertensão, diabetes e pré-diabetes, deficiência hormonal, gordura no fígado, apneia do sono, roncos, ansiedade e baixa autoestima.
Rua Hudson, 545
(16) 99136.5335
@plasticita
@doutorlucasalmeida
* Dr. Lucas Almeida (CREMESP 180.961) é médico especialista em fisiologia metabólica, atuante na área de medicina integrativa funcional.

