Por Equipe 016
O crescimento do uso de medicamentos injetáveis para emagrecimento no Brasil tem acendido um alerta para a deficiência de vitaminas e minerais. Com a redução significativa do apetite, pacientes passam a ingerir quantidades menores de alimentos e, consequentemente, diminui o aporte de nutrientes essenciais ao funcionamento do organismo, cenário que, na prática, tem levado ao aumento do risco de deficiências subclínicas, muitas vezes silenciosas, mas com impacto funcional relevante.
Com isso, a absorção adequada desses compostos passa a ser um fator decisivo para a manutenção do equilíbrio fisiológico, já que a eficiência da absorção intestinal é limitada e altamente regulada, podendo comprometer o aproveitamento mesmo quando há suplementação adequada. Neste cenário, tecnologias voltadas à biodisponibilidade ganham relevância ao buscar potencializar o que é consumido.
“Não basta apenas suplementar, é fundamental garantir absorção e utilização metabólica efetiva. Tecnologias lipídicas permitem proteger os compostos ao longo do trato digestivo, reduzindo perdas e aumentando a disponibilidade sistêmica”, explica Gustavo Cadurim, CEO e fundador da Yosen, empresa brasileira de tecnologia nutricional focada em sistemas lipossomais para melhor aproveitamento pelo organismo.
O alerta é reforçado pelos números. Em 2025, o Brasil registrou alta de 88% na importação de medicamentos injetáveis para emagrecimento, segundo dados do Conselho Federal de Farmácia, refletindo a rápida expansão dessa classe terapêutica no país e reforçando a necessidade de uma abordagem nutricional mais estruturada.
“Os medicamentos fazem o paciente comer menos, mas não necessariamente melhor do ponto de vista nutricional e metabólico. Em muitos casos, há queda importante na ingestão de nutrientes essenciais”, afirma Murilo Pereira, nutricionista e presidente da Associação Brasileira de Nutrição em Gastroenterologia.
Deficiência de ferro acende alerta
Entre os micronutrientes mais impactados nesse contexto está o ferro. A combinação entre menor ingestão e limitações na absorção eleva o risco de deficiência, que pode provocar fadiga, queda de cabelo, fraqueza muscular e piora no desempenho físico.
Além da baixa ingestão, um dos principais desafios da suplementação de ferro é a baixa adesão ao tratamento. Formulações tradicionais apresentam alta incidência de efeitos gastrointestinais e absorção limitada, o que frequentemente leva à interrupção precoce ou à ausência de resposta clínica percebida. Esse cenário compromete a efetividade do tratamento na prática real.
“Quando a absorção não acontece de forma adequada, o ferro não absorvido permanece no intestino e pode causar desequilíbrios na microbiota, a chamada disbiose”, explica Murilo Pereira.
A melhora da biodisponibilidade do mineral passa a ser um ponto central, especialmente em cenários de menor consumo alimentar.
“Com sistemas de liberação lipídicos, conseguimos modular a interação do ferro com o trato gastrointestinal, reduzindo irritação local, melhorando tolerabilidade e favorecendo a absorção. Isso impacta diretamente a adesão ao tratamento e, consequentemente, os desfechos clínicos”, complementa Cadurim.
Sobre a Yosen
Com atuação no mercado de nutracêuticos e soluções voltadas à saúde e qualidade de vida, a Yosen desenvolveu a Ydrosolv®, uma tecnologia baseada em sistemas de liberação lipídicos que melhora a absorção de vitaminas e outros nutrientes. A inovação utiliza estruturas lipídicas, como lipossomas, que protegem os ativos ao longo do trato gastrointestinal e favorecem sua absorção.
Com isso, os nutrientes chegam de forma mais eficiente à corrente sanguínea, potencializando a biodisponibilidade e contribuindo para maior efetividade das formulações. O resultado é melhor desempenho com doses menores, além da redução de desconfortos gastrointestinais comuns em alguns tipos de suplementação. Atualmente, a empresa possui mais de 20 produtos em seu portfólio e atua em diferentes segmentos, como suplementação, farmacêutico, cosmético, veterinário e agro, com desenvolvimento conectado a instituições de pesquisa e participação em projetos fomentados por FAPESP, FINEP e CNPq.
