Por Equipe JK

Poucas séries da Marvel conseguiram causar aquela sensação clássica de “preciso da próxima temporada AGORA” como Demolidor: Renascido. Depois de uma 2ª temporada muito mais sombria, violenta e politicamente caótica do que muita gente esperava, a série encerrou sua história com um final que praticamente explodiu o futuro urbano do MCU.

Matt Murdock finalmente revelou sua identidade como Demolidor, Fisk caiu diante da opinião pública, mas ao mesmo tempo parece que ninguém realmente venceu. Com isso, Demolidor: Renascido deixou perguntas grandes demais para serem ignoradas. E algumas delas podem mudar completamente a Marvel daqui para frente.

O plano secreto de Mr. Charles parece muito maior do que imaginávamos

Quando Mr. Charles apareceu pela primeira vez, muita gente achou que ele seria apenas mais um empresário estranho orbitando o império político do Rei do Crime. Só que a série começou a conectar o personagem diretamente com operações secretas envolvendo Luke Cage, mercenários e até Valentina Allegra de Fontaine.

E aí tudo ficou suspeito rápido demais. Principalmente quando Bullseye é recrutado para missões internacionais extremamente nebulosas. A série claramente sugere que existe uma força paralela agindo fora dos holofotes, quase como uma versão distorcida dos Vingadores.

O mais curioso é como isso lembra várias fases dos quadrinhos envolvendo os Dark Avengers e programas secretos do governo. Depois do desempenho morno de Thunderbolts nos cinemas, parece muito possível que a Marvel esteja reposicionando esse núcleo dentro das séries.

Heather Glenn virou a próxima grande vilã da Marvel?

A transformação de Heather Glenn foi facilmente uma das coisas mais perturbadoras da temporada. O trauma deixado , mas a série deixa pistas demais para tratar isso apenas como estresse pós-traumático.

As vozes, os surtos, a obsessão pela máscara e principalmente o olhar dela nas cenas finais praticamente gritam que algo muito pior está acontecendo. E quem conhece os quadrinhos percebeu rapidamente as referências à história em que Muse continua influenciando pessoas mesmo após a morte.

Isso abre uma possibilidade que o MCU raramente explora nas séries urbanas: terror sobrenatural. E seria uma mudança gigantesca. Até agora, Demolidor sempre trabalhou a violência “pé no chão”, a corrupção e a brutalidade. Colocar um elemento paranormal no centro da próxima temporada pode transformar Heather em uma antagonista completamente imprevisível.

O sumiço do Homem-Aranha ficou impossível de ignorar

Quanto mais Fisk declarava guerra aos vigilantes de Nova York, mais estranho ficava o silêncio do Homem-Aranha. A ausência de Peter Parker virou praticamente um personagem invisível dentro da temporada.

E o problema é que o MCU inteiro está empurrando o Aranha justamente para histórias urbanas novamente. Seu Amigão da Vizinhança Homem-Aranha já reforça isso na animação, enquanto Homem-Aranha: Um Novo Dia promete uma abordagem mais “rua”, distante dos eventos cósmicos dos Vingadores.

Então onde ele estava enquanto Fisk transformava Nova York em uma caça aos mascarados? Claro, existe a possibilidade da cronologia explicar isso depois. A Marvel adora brincar com as linhas temporais entre filmes e séries. Mas se não houver explicação, vai ficar parecendo um daqueles buracos narrativos clássicos que o MCU vinha tentando evitar nos últimos anos.

Fisk ultrapassou todos os limites e mesmo assim continua livre

A segunda temporada de Demolidor: Renascido mostrou o Wilson Fisk mais monstruoso desde a série original da Netflix. A sequência em que ele massacra manifestantes usando força bruta foi desconfortável até para os padrões da Marvel. Não existe mais aquela camada “mafioso elegante”. O personagem virou praticamente uma força destrutiva ambulante.

Ao mesmo tempo, talvez essa seja justamente a mensagem da série. O sistema continua falhando. Fisk não vence apenas pela força física, mas porque entende como manipular medo, política e influência. E isso deixa tudo ainda mais assustador.

A prisão de Matt Murdock parece esconder algo maior

Depois de salvar Nova York praticamente sozinho, ver Matt Murdock terminar atrás das grades foi quase revoltante. Principalmente porque a própria governadora poderia aliviar sua situação facilmente.

Só que existe uma sensação muito forte de que a série está escondendo alguma peça importante desse quebra-cabeça. Talvez Matt esteja sendo mantido preso temporariamente para atingir organizações maiores por dentro. Talvez exista uma negociação secreta envolvendo Fisk. Ou talvez a Marvel queira explorar o desgaste psicológico máximo do personagem antes de reconstruí-lo.

Porque essa é outra coisa que Demolidor: Renascido entendeu perfeitamente: Matt funciona melhor quando está emocionalmente destruído. O herói vive cansado, machucado, paranoico e constantemente derrotado pela própria cidade que tenta salvar.

Quem vai proteger Hell’s Kitchen agora?

Essa talvez seja a pergunta mais empolgante deixada pelo final. Sem Matt nas ruas, Nova York fica praticamente aberta para o caos. Mas a temporada também deixou claro que os aliados do Demolidor estão começando a se reunir novamente.

Jessica Jones voltou, Frank Castle continua ativo, Luke Cage foi mencionado diversas vezes e os fãs perceberam rapidamente que a série está plantando sementes para algo muito parecido com o retorno dos Defensores.

Nos quadrinhos, quando Matt desaparece, outros heróis frequentemente assumem o uniforme do Demolidor temporariamente. E isso abre possibilidades absurdamente interessantes para a terceira temporada.

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