Por Equipe JK
Quem está cansado da velha fórmula “humano contra máquina” pode parar de fugir da próxima estreia. Chega nesta sexta-feira (22) à Netflix a série mexicana Futuro Deserto, e a proposta aqui é outra.
Em vez do robô como vilão, o que está em jogo são as pessoas: o que elas fazem, o que sentem e até onde toparam ir quando um androide praticamente igual a um humano entra na casa delas.
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De que trata Futuro Deserto?
A trama acompanha Alex, um psiquiatra afundado no luto após a morte da esposa. Ele trabalha para a Fuzhipin, uma gigante de tecnologia do Vale do Silício que aposta tudo no programa Test Life, que coloca androides indistinguíveis de seres humanos dentro de casas reais só para ver no que dá.
Alex é transferido junto dos dois filhos pequenos para uma cidade isolada em Chiapas, no sul do México. A companhia que vai com eles? María, uma androide criada para ocupar o lugar deixado pela mãe.
A premissa já é desconfortável de propósito. E vai ficando mais complicada à medida que algumas falhas técnicas começam a aparecer, e que a empresa por trás de tudo revela ter um plano bem maior do que apenas observar reações humanas.

Quem está no elenco?
Na frente, José María Yazpik (de Narcos: México) segura o peso do protagonista. Ao lado dele, a francesa Astrid Bergès-Frisbey dá vida a María, a androide com cara de gente, gestos de gente e algo a mais que vai aparecendo aos poucos.
A presença de Karla Souza (de How To Get Away With Murder) também chama atenção: ela interpreta Sara, uma prodígio da robótica com uma ligação muito particular com a história.
Completam o time Andrés Parra, Ilse Salas, Natasha Dupeyrón e Natalia Solián, em uma mistura que conecta talentos do cinema latino-americano com vozes do circuito internacional.
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Por que vale o seu tempo
O grande chamariz de Futuro Deserto não está nos robôs. Está em como os personagens reagem a eles. A pergunta central da série é menos “as máquinas vão dominar o mundo?” e mais “o que a gente vira quando passa a conviver com elas?”. E quem curte ficção científica sabe: esse tipo de pergunta vem rendendo as melhores histórias do gênero nos últimos anos.
Se você gostou de Black Mirror, devorou Westworld ou ficou pensando dias depois de ver Ela, a série dos Puenzo entra no mesmo balaio, só que dessa vez com sotaque mexicano.
Em tempos em que a inteligência artificial saiu da ficção e entrou no celular de todo mundo, é o tipo de história que parece feita para esse momento.
Com 6 episódios Futuro Deserto está disponível na Netflix.
