Por Equipe JK

Tem série que some do radar sem merecer. Falling Skies é uma delas, 5 temporadas de ficção científica produzidas por Steven Spielberg que ficaram anos sem lar no streaming e agora chegaram de vez à Netflix.

Se você curte histórias de sobrevivência, conflito humano em situações extremas e aquela sensação de “só mais um episódio”, pode já ir adicionando à sua lista.

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Sobre o que é Falling Skies?

A série estreou em 2011 no canal americano TNT e foi até 2015, somando 52 episódios em 5 temporadas. A premissa é simples e direto ao ponto: aliens invadiram a Terra, eliminaram 90% da humanidade em poucos dias e destruíram toda a infraestrutura tecnológica do planeta.

Quando a história começa, já se passaram seis meses desde o ataque. Não tem aquela fase de “será que vêm mesmo?”. Eles já vieram. E ganharam, pelo menos por enquanto.

O foco da trama não está na invasão em si, mas no que sobrou depois dela. É aí que Falling Skies se diferencia da maioria das histórias do gênero.

Tom Mason e a 2ª Massachusetts

Noah Wyle interpreta Tom Mason, um professor de história de Boston que perdeu a esposa no ataque e agora tenta manter os filhos vivos enquanto lidera uma milícia de civis. O grupo se chama 2ª Massachusetts, uma referência direta à Guerra Revolucionária americana que não é coincidência: a série usa bastante essa simbologia de resistência contra uma força opressora muito maior.

Tom não é um soldado. É um intelectual que conhece história militar nos livros, e isso cria uma dinâmica interessante com o Capitão Dan Weaver, vivido , um veterano de verdade que desconfia de qualquer um que não tenha passado pelo campo de batalha. Essa tensão entre os dois personagens é um dos melhores fios da série.

O elenco ainda conta com Moon Bloodgood como Anne Glass, a médica do grupo, e Drew Roy como Hal, o filho mais velho de Tom. A família Mason é o centro emocional da história, e é também onde a série mais arrisca, porque às vezes funciona bem e às vezes escorrega no melodrama.

O que torna Falling Skies diferente

A maioria das histórias de invasão alienígena segue um caminho parecido: os aliens chegam, a humanidade sofre, encontra uma fraqueza, vira o jogo. É uma fórmula que funciona no cinema porque cabe em duas horas. Numa série de TV, essa lógica não sustenta.

O que Falling Skies faz de diferente é mostrar o cotidiano da resistência. Como alimentar duzentas pessoas quando os supermercados não existem mais? Como manter crianças estudando em meio ao caos? Como decidir quem arrisca a vida e quem fica protegido? Essas perguntas aparecem o tempo todo, e é nelas que a série ganha textura.

Spielberg foi além do papel de produtor executivo aqui. Ele ajudou a moldar o conceito com o criador Robert Rodat, o mesmo roteirista de O Resgate do Soldado Ryan, e inclusive deu o título à série.

A preocupação central, segundo o próprio Spielberg, era mostrar como as pessoas sobrevivem quando perdem tudo: como se alimentam, como se rearmam, como ensinam os filhos num mundo destruído.

Os aliens de Falling Skies

Os inimigos têm dois tipos principais. Os Skitters são criaturas que se movem com muitas pernas, de aparência inseto-robótica, e dão nome à série, “skitter” vem do inglês para o movimento rápido e rastejante deles.

Depois há os Mechs, robôs de combate que patrulham as cidades. O que chama atenção é o detalhe perturbador dos “arreios”: dispositivos implantados na espinha de crianças capturadas que as escravizam mentalmente. Tom Mason tem um filho nessa situação, e é esse o gatilho emocional que move grande parte da primeira temporada.

Conforme a série avança, a mitologia dos aliens se expande, às vezes de forma que encanta, às vezes de forma que complica mais do que deveria. A última temporada é a mais irregular, mas o caminho até lá vale muito a pena.

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Por que assistir agora?

Falling Skies é o tipo de série que pede uma tarde de domingo chuvosa e disposição pra entrar num mundo que não tem pressa de resolver seus problemas.

Noah Wyle, aliás, voltou às telas recentemente com The Pitt, série médica que ganhou um Emmy e virou febre nos Estados Unidos. Quem não conhecia o ator vai entender rápido porque ele sustenta uma série inteira nos ombros.

A série tem 79% de aprovação no Rotten Tomatoes e sustentou esse nível por quase toda a sua duração. Não é perfeita, tem episódios que tropeçam, tem escolhas de roteiro que irritam. Mas tem também momentos de ficção científica séria, bem construída, com personagens que você passa a se importar de verdade.

Falling Skies está disponível na Netflix.

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