Por Equipe JK

Se você usa a Crunchyroll com regularidade, já conhece bem aquela sensação: dezenas de séries na fila, temporadas que nunca terminam, e a dúvida sobre onde começar.

A boa notícia é que alguns dos melhores animes de uma temporada Crunchyroll foram concebidos exatamente assim: histórias completas, sem enrolação, sem filler, sem espera. Uma temporada. Fim. Perfeito.

Não aguenta esperar

5. Odd Taxi

Uma morsa de meia-idade que atua como motorista de táxi é introvertida e metódica, até que começa a perceber conexões entre seus passageiros e o desaparecimento de uma jovem.

Odd Taxi é o tipo de roteiro que faz você reler a sinopse após terminar e perceber que estava cego desde o primeiro episódio. Cada diálogo carrega peso. Cada personagem secundário tem função dramática. A estrutura em 13 episódios foi construída como um mecanismo de relógio, cada peça encaixando na seguinte sem nenhum desperdício.

Odd Taxi é indicado para apreciadores de True Detective, Agatha Christie e de qualquer obra que trate o espectador como um adulto inteligente.

4. Ranking of Kings

Bojji é o menor e mais fraco dos príncipes: surdo, incapaz de segurar uma espada e ignorado por todos ao redor. A história que começa como conto de fadas infantil se transforma, episódio após episódio, em uma das narrativas mais devastadoras sobre lealdade e traição política já animadas.

O grande truque de Ranking of Kings é a embalagem. O visual imita livros ilustrados europeus do século XX: linhas simples, paleta pastel, personagens roliços. Essa escolha estética é uma armadilha: quando a narrativa aperta, o contraste é brutal.

O estúdio Wit (o mesmo de Attack on Titan) entrega sequências de ação que rivalizam com qualquer shounen de alto orçamento. Ranking of Kings é indicado para fãs de Fullmetal Alchemist que querem uma história com coração, aguentando tomar uma facada emocional por episódio.

3. Vivy: Fluorite Eye’s Song

Vivy é a primeira IA autônoma de um parque temático, programada para fazer as pessoas felizes através do canto. Um dia, ela recebe uma missão: impedir, ao longo de cem anos de história, o apocalipse causado pela revolta das máquinas. O que parece premissa genérica de ficção científica se transforma em algo muito mais denso.

Vivy: Fluorite Eye’s Song foi concebido diretamente como anime original, sem mangá, sem light novel, sem segundo plano de continuação. Essa liberdade é visível em cada escolha narrativa: o anime tem começo, meio e fim desenhados desde o episódio um.

O Wit Studio entrega algumas das melhores animações de ação do ano, mas o diferencial real é o roteiro de Tappei Nagatsuki (o mesmo autor de Re:Zero), que usa os saltos temporais como ferramenta para construir a psicologia de uma IA tentando entender o que significa “missão” e o que significa “existência”.

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2. Puella Magi Madoka Magica

Madoka Kaname é uma garota comum que recebe uma oferta de um ser misterioso: torne-se uma magical girl, realizando qualquer desejo. O que parece o começo de uma aventura é, na verdade, o início de um dos mais perturbadores e brilhantes já feitas em anime.

O diretor Akiyuki Shinbo e o roteirista Gen Urobuchi (Fate/Zero, Psycho-Pass) abriram mão do conforto desde o primeiro frame. O visual do estúdio SHAFT (fragmentado, cubista, deliberadamente perturbador) é o idioma visual de um mundo onde as regras são outras, e onde o que parece inocente esconde algo muito mais pesado.

IPuella Magi Madoka Magica é indicado qualquer um disposto a confiar no anime por três episódios; depois disso, ela segura você.

1. Erased / Boku dake ga Inai Machi

Satoru Fujinuma é um mangakista fracassado com um poder involuntário: quando algo ruim está prestes a acontecer, ele é jogado alguns minutos no passado para impedir. Um dia, esse mecanismo falha de um jeito que ele nunca esperava, e ele acorda 18 anos antes, criança, com uma janela estreita para evitar uma série de assassinatos.

A infância dos personagens é retratada com uma especificidade afetiva que faz o risco parecer real, porque o que está em jogo não é abstrato: são crianças concretas, com nomes e manias e medos, que alguém não conseguiu proteger na primeira vez.

Os 12 episódios servem a um argumento único e bem delimitado, e essa contenção é uma das maiores qualidades do anime. Erased não tenta esticar a premissa além do necessário, sabe onde quer chegar e vai até lá sem desvios.

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