Por Equipe JK
ATENÇÃO: ESSA MATÉRIA CONTÉM SPOILERS DA 1ª E DA 2ª TEMPORADA DE DEVIL MAY CRY.
Dante saca Ebony & Ivory de novo, e dessa vez não é para enfrentar um demônio qualquer. A 2ª temporada de Devil May Cry estreou nesta terça-feira (12) na Netflix com 8 episódios e finalmente coloca em cena o duelo que qualquer fã da franquia da Capcom esperava ver animado: Dante contra Vergil.
Os dois filhos de Sparda, o cavaleiro demoníaco que traiu o próprio povo para defender a humanidade, voltam a se encarar. Quem jogou Devil May Cry 3: Dante’s Awakening (2005) e Devil May Cry 5 (2019) entende o peso disso. Os dois títulos são, com folga, os mais amados pelos jogadores.
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A guerra que começou no fim da primeira temporada
A 1ª temporada terminou com Dante apagado, congelado dentro das instalações da DARKCOM depois de ser traído , a Lady dos jogos, agora reposicionada como soldada do governo americano convencida de que o sangue de Sparda é perigoso demais para circular solto.
Enquanto isso, Vergil já tinha aparecido no último episódio liderando um ataque a um campo de prisioneiros onde Makaians estavam detidos, em aliança aberta com Mundus, o imperador de Makai.
A jogada da Netflix com esse Vergil é interessante e até polêmica. Nos jogos, ele sempre foi um vilão trágico: manipulado, possuído, dominado pela própria sede de poder até virar Nelo Angelo em Devil May Cry e voltar humilhado em Devil May Cry 5.
A animação corta esse caminho e entrega um Vergil lúcido, calculado, que escolheu o lado dos demônios de olhos abertos. Faz sentido dentro da reimaginação que a animação vem construindo, mas vai dividir opiniões entre quem prefere o Vergil clássico, o filho favorito que se perdeu nas sombras.
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Por que adaptar Devil May Cry 3 é a melhor escolha possível
A escolha de centrar a temporada na rivalidade fraterna não é caprichosa. Devil May Cry 3, prequel que reescreveu a franquia depois do tropeço de Devil May Cry 2, é amplamente considerado o ápice da saga porque foi justamente o jogo que tirou Vergil da prateleira de vilões esquecíveis e o transformou em um dos antagonistas mais marcantes do videogame.
A luta no topo da torre Temen-ni-gru, a Yamato cravada no peito do irmão, a famosa cena em que Vergil pede que Dante olhe ao redor antes de falar em motivação, tudo aquilo virou referência dentro do meio.
Devil May Cry 5 dobrou a aposta. A batalha final entre Dante e Vergil ao som de “Bury the Light”, a missão controlando Vergil no DLC e o reencontro com Nero (filho dele, sobrinho de Dante) deram um peso que poucos jogos da geração passada conseguiram alcançar.
A animação da Netflix bebe diretamente desse poço, sem adaptar nenhum jogo de forma literal. A produção misturou elementos de várias fases, mas o esqueleto é puro Devil May Cry 3.
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A 2.ª temporada de Devil May Cry está disponível na Netflix.
