Por Equipe JK
Forza Horizon 6 mantém praticamente tudo aquilo que transformou a franquia em uma das séries de corrida mais populares da indústria. O problema é que, depois de seis jogos, a fórmula começa a parecer confortável demais.
A boa notícia é que dirigir continua excelente. Os carros têm peso, velocidade e identidade própria. Cada curva passa sensação de controle, enquanto o som dos motores continua sendo um dos pontos mais fortes da série. Playground Games claramente domina esse tipo de gameplay.
O problema aparece em tudo o que cerca as corridas. Forza Horizon 6 parece mais interessado em impressionar o jogador com quantidade do que realmente criar desafios memoráveis. O mapa está lotado de eventos, atividades, recompensas, árvores de habilidade, colecionáveis e distrações constantes. Em muitos momentos, o jogo parece menos uma experiência de corrida e mais uma gigantesca vitrine de carros.
Isso funciona por algum tempo, principalmente porque a direção é viciante. Ainda assim, existe uma sensação clara de excesso.

O jogo não quer que você perca
Uma das decisões mais estranhas de Forza Horizon 6 é sua obsessão em evitar qualquer frustração. Se o jogador vence corridas com facilidade, o game sugere aumentar a dificuldade. Porém, quando as provas finalmente começam a oferecer algum desafio real, o próprio sistema passa a recomendar reduzir novamente a dificuldade.
O resultado é uma experiência extremamente confortável, quase sem tensão competitiva.
Em vez de transformar as corridas em disputas intensas, o jogo parece mais interessado em garantir que o jogador esteja sempre desbloqueando carros novos, ganhando pontos e recebendo recompensas a cada minuto.
Tudo em Forza Horizon 6 tenta prender sua atenção o tempo inteiro. Apresentadores de rádio comentam cada evento sem parar, menus despejam notificações constantemente e o mapa oferece dezenas de atividades logo após qualquer corrida terminar.
A sensação lembra um cassino tentando manter o jogador ocupado o tempo inteiro. Mesmo assim, a Playground Games acerta ao permitir uma enorme personalização da experiência. O jogo pode funcionar tanto como um arcade casual quanto como algo mais próximo de um simulador leve.
Essa liberdade talvez seja o maior mérito do projeto.
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Uma homenagem ao Japão
O grande destaque desta vez é o cenário inspirado no Japão. A ambientação funciona muito bem e entrega um dos mapas mais bonitos da franquia. Entre cidades iluminadas, estradas montanhosas e regiões rurais, o jogo consegue transformar o simples ato de dirigir em algo prazeroso.
As corridas de drift e as disputas em estradas estreitas nas montanhas acabam sendo alguns dos melhores momentos da campanha.
Existe também um carinho evidente pela cultura automotiva japonesa. O jogo explora referências históricas, estilos clássicos de corrida e o amor pelos carros modificados de maneira bastante respeitosa.
Nessas horas, Forza Horizon 6 encontra sua personalidade mais forte.
O sistema de progressão também funciona bem ao liberar novos carros constantemente. Em pouco tempo, o jogador cria uma coleção enorme e começa a escolher veículos específicos para cada tipo de desafio.
Ainda assim, é difícil ignorar como várias mecânicas parecem infladas sem necessidade.
A nova função de propriedades, por exemplo, permite construir pistas e personalizar áreas do jogador, mas nunca alcança o mesmo impacto das corridas mais intensas do game.
No fim, Forza Horizon 6 continua sendo um ótimo jogo de corrida. A base da franquia segue extremamente sólida e dirigir ainda é divertido como sempre.
O jogo impressiona pelo tamanho, mas nem sempre pelo conteúdo em si. Ainda assim, para fãs de carros e corridas arcade, continua sendo uma recomendação fácil.
